Um campo de refugiados no Sudão do Sul

 Em contextos em guerra, muitas pessoas são obrigadas a fugir para salvarem as suas vidas, as suas familias e ate os seus poucos pertences.
Foi assim que tudo comecou no Sudão do Sul, em Dezembro de 2013.

A guerra civil entre o Presidente (de origem Dinka) e o primeiro Ministro (de Origem Nuer) com os seus devidos grupos armados, originou um grande (aos meus olhos) massacre. E esteve na base da fuga de milhares de pessoas, vindas de várias partes do país, à procura de proteção, segurança e dignidade

Atualmente (Julho 2014) há dois grandes campos de deslocados  em Juba (cada um com  uma média de 20Mil e 30Mil pessoas)  muitos outros distribuídos e perdidos pelo vasto país.

Nós, Médicos Sem Fronteiras abrimos o primeiro programa médico em Juba, em Dezembro 2013, e a componente de Saùde mental, apenas em Junho de 2014.

Atualmente encontro-me na capital deste país, tendo como missão a implementação de mais um programa de saùde mental nos 2 campos da cidade.

Na sua maioria, os deslocados residentes nestes campos perderam tudo. E encontram-se portanto, condicionados pela distribuição de alimentos, água e saneamento e cuidados de saùde, promovidos pela comunidade internacional.

A implementação de um programa de saùde mental num campo de deslocados como os de Juba deve ser feita de forma cautelosa, sendo que há muitas expectativas e necessidades a serem colmatadas.

Neste contexto, o programas de saùde mental, deve fazer-se faseadamente, começando pelo levantamento das necessidades existentes no campo, entendimento cultural e só posteriormente, uma intervenção.
Na fase de levantamento de necessidades, algumas das questões que estão na ordem dos dias, sao as seguintes:
1.Que tipo de estratégias de copping as pessoas usavam antes do incidente e como se estão a lidar com a mudança agora?
2.Que tipo de Patologias ou comportamentos mais desajustados sao identificados pelos lideres comunitários do campo?

3.Que tipo de informação tem a comunidade local sobre saùde mental?

4.Quais os atores sociais a intervir no campo e que tipo de sistema de referenciação dever ser implementado, de modo a integrar comunidade internacional com o próprio governo local.

 

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