Seminário sobre a Intervenção na Crise e Saúde Mental

Hoje, dia 24 de fevereiro, a saúde mental esteve mais uma vez na ordem do dia.
Integrado na Amadora Resiliente, a ECRE (uma associação em sem fins lucrativos) tomou a iniciativa de convidar vários especialistas da área da saúde mental e intervenção da crise (da protecção civil ao responsável pela saúde mental em situações de emergência) a juntarem-se para debaterem estratégias de acção e implementação neste tipo de cenários (catástrofes ou crises) de modo a conseguir-mos estar preparados caso algo aconteça.
Eu fui uma das oradoras e fui falar da implementação de um programa de saúde mental no terramoto do Irão, de modo a poder contribuir com a componente prática deste seminário.

Da formação de guardiãos de saúde, para a necessidade de um sistema de referencia da comunidade para o sistema nacional de saúde, foram alguns dos pontos focados.

Foi sem dúvida um previlégio estar presente numa iniciativa arrojada que juntou cerca de 50 pessoas numa manha solarenga, na Amadora.

Maria Palha, uma das Oradoras da TedX Porto


Apresentação da TedX Porto:

“Alguns tratam-na por Psicóloga do Mundo” nomenclatura que serve para expressar o que é”, afirma. Uma Apaixonada por pessoas, por diferentes culturas, por viagens. Se a tudo isto juntarem contextos onde possa transformar crise em oportunidade, conseguir-se-á definir o que a move.
Os Chineses dizem que é na crise que a história avança, não confirma, mas sabe que há 8 anos que viaja o mundo a definir e implementar programas de saúde mental em contexto de crise humanitária. Atualmente está em Portugal a dar apoio a dar apoio psicológico a adultos em fase de mudança. Começou em 2006, em Moçambique e Zimbabué, centrada no HIV-Sida e rapidamente se voltou para a intervenção na crise. As Catástrofes naturais e humanas foram o seu cenário de trabalho nos últimos 5 anos. Cheias no Brasil, terramotos no Irão, Pós-Conflito em Kashemira, Conflito na Líbia, terminando recentemente na Síria.”

Síria: O impacto do Conflito Armado na Saúde Mental dos Deslocados e a Contribuição da saída das Mulheres e Crianças de Homs para a recuperação do Trauma

Tanto as negociações de paz para a resolução do conflito Sírio como os acordos políticos, estão na ordem do dia, mês e dos últimos 3 anos.

O conflito Armado tem características que condicionam a saúde mental da população envolvida.

Alguns dos vários fatores são:
1. Maioria das vezes as pessoas são obrigadas a abandonar as suas casas/comunidades/realidades em próle da salvação da sua própria vida. A ameaça de vida, o medo, e a constante preocupação com o futuro, levam a um estado de alerta físico, que se pode traduzir em sintomas psicológicos, como insónias, ataques de pânico ou ansiedade, agressividade, irritabilidade.

2.O contacto (dependendo da duração do conflito) com a desumanização – mulheres com a exposição a violência sexual, os homens com assassinatos, torturas ou violencia fisica, e as crianças confrontados com o facto de terem perdido ambos os pais ou se tornarem em agentes de guerra. São factos, que ao longo do tempo se podem (e normalmente acontece) traduzir em sintomas de sofrimento psicológico.

3.A fragilidade Física, que muitas vezes condiciona a actividade de fuga e estado de alerta do cidadão e por conseguinte a sua capacidade de reacção. Leva a uma crença de incapacidade e desesperança.

4.A dependência da população dos agentes comunitários para suprir necessidades básicas, alterna a percepção de independência e liberdade.

Estes são alguns dos fatores, que em contextos armados condicionam a saúde mental da população. Dependendo do momento da intervenção, as técnicas a usar para reduzir o sintoma variam, tal como o tipo de programa interventivo.

Em breve o Link do jornal da Noite da Sic, e a Edição da Tarde da Sic Notícias do dia 28 de Janeiro onde fui convidada a refletir sobre o impacto desta temática, dando exemplos práticos de vidas afectadas e condicionadas por este conflito.

Comecei o Ano na Antena 1, não percam a entrevista no Hotel Babilónia

Para começarem o ano, não percam uma entrevista na Antena 1, no programa Hotel Babilónia click this link now.

Passamos por temas como intervenção ma crise, saúde mental e multi-culturalidade, apoio psicológico, Unidade de cuidados Intensivos da Felicidade.

Entrevista a Maria Palha: Hotel Babilónia, Antena 1