DesConstroi: Um Programa de Impacto Social

Por norma, o Ser Humano tende a agir sobre o que conhece;  Perante ao desconhecido há um “pensar duas vezes”, um “mas se eu arrisco, posso perder isto ou aquilo”, ” tenho medo de falhar”, “tenho medo de não conseguir lidar com o meu próprio erro”, “não sei fazer diferente”…etc…etc..face a tantas questões, a tendência de acção e reflexão é focar o que já se conhece, levando potencialmente a um bloqueio individual e social,aquando fases uma fase de mudança, a chamada anemia social.

Foi com base nestas premissas que fiz uma consultoria para a definição do programa DesConstroi xenical price.

O Programa DesConstroi é um programa cuja missão é apoiar as pessoas a darem respostas inovadoras e criativas em fases de instabilidade ou mudança. A fase que nos confrontamos hoje, de crise económica.

O DesConstroi  é composto por 3 actividades:

.A agenda 21 – todos os dias 21 realizamos um workshop expressivo de 3 horas

.Peça De teatro Forum ” A Peça” cujo objectivo é convidar o publico a assistir e interagir no e com o Palco, com situações relacionadas com mudança.

.Atelier Criativo – Um dia de workshops de grupo e individuais onde vão ser transmitidas algumas técnicas de resistência a frustração, resistência ao erro, pro-actividade, motivação e energização.

Porque acreditamos que todos temos potencial para ser um agente de mudança das nossas vidas (e não só), recomendo que participem no próximo programa a começar já dia 14, 15 de Novembro 2013, no Cais do Sodré (na central Station)

HIV-SIDA e a Saúde Mental, Moçambique

 

A saúde mental de alguém com diagnóstico de HIV-Sida pode ser importante em dois momentos diferentes: Num primeiro momento, aquando o confronto com o diagnóstico positivo da doença ou numa segunda fase, aquando o confronto com a realidade diária da doença, do sofrimento de contacto com a morte.

Numa primeira fase, muitas pessoas reagem com choque e negação. Pensamentos como “Não pode ser verdade…” são frequentes.

As emoções vão desde a tristeza à zanga. Podendo ir até à depressão, semanas após o diagnóstico.

Estas reações iniciais podem ser amenizadas através de uma simples partilha de informação sobre a doença em geral e os diversos estilos de vida a adotar.

Posteriormente, em fases mais avançadas da doença, o apoio psicológico deve ser combinado com tratamento para as doenças oportunistas, gestão da dor, dicas práticas sobre a gestão de mobilidade e funcionamento do dia-a-dia caseiro. E promovendo o apoio psicológico aos familiares do beneficiário do serviço.

Foi centrada nestas questões que actuei no Hospital Central de Maputo, em Moçambique.

A saúde mental nos cuidados primários de saúde – Zimbabué

 

Os serviços de saúde primários são os serviços, onde algures no sistema médico, a pessoa recorre com uma primeira queixa medica click for source.

A Intervenção dos Médicos Sem Fronteiras no Zimbabué era um programa de saúde primário de apoio ao HIV-Sida, com 12 clinicas móveis distribuídas pelo distrito de Murambinda, que pouco ou nenhum apoio recebia do governo.

O programa de saúde mental, coordenado por mim, era composto por 16 conselheiros e dois promotores de saúde.

Cabia-lhes fazer sensibilização do que é HIV-SIDA, quais os comportamentos a adotar de modo prevenir a contaminação da doença (que em 2008, chegava já aos quase 70%).

Havia que dar formação este grupo de conselheiros e garantir que diariamente se visitavam as 12 clinicas do distrito. De modo a dar apoio psicológico individual e em grupo á população em necessidade.

Qualquer perturbação de saúde mental pode ser recebida neste tipo de contexto, contudo há dois tipos de perturbação que são comuns, depressão e ansiedade, elevado consumo de álcool, e queixas psicossomáticas (sintomas físicos, sem explicação física, mas por causas psicológicas).

Depois da tempestade, vem a bonança

O estado de desequilíbrio emocional acontece, normalmente, quando se dá o confronto com o facto dos nossos antigos recursos já não contribuírem para o nosso sucesso.

Como acontece, por exemplo, quando se fica desempregado (o cenário mudou e é agora necessário agir de modo diferente), quando nos confrontamos com um divórcio ou temos um diagnóstico de doença crónica, quando ainda descobrimos que, efetivamente, nunca gostamos da nossa profissão ou que “o que era suposto” nunca aconteceu…

Poderia enumerar uma lista de situações que nos levam a sentir em crise, desesperados, desesperançados e mesmo assim nunca conseguiria chegar a todas.

Cada uma destas situações, à sua maneira, requer uma rápida capacidade de adaptação ao novo, à mudança. Mudança de ponto de vista, de crença, de casa, de marido ou emprego.

Indo à origem da palavra da Crise, esta vem do grego e significa “decisão”, “eu decido, separo, julgo” mas segundo os chineses, “crise” significa “Oportunidade, ponto de mudança”. Face ao novo, é necessário que se faça um reajuste, uma desconstrução e reconstrução de conceitos e é nesta fase que o adulto, habituado a saber “gerir a sua vida” pode entrar em desequilíbrio emocional.

Num primeiro momento, o que define então um bom gestor de crises emocionais?

  1. 1.       Identifica o que foi perdido – por vezes é o mais complicado, por se estar ainda em fase de negação do mesmo.
  2. 2.       Identifica o que mudou – pode ir do estilo de vida, à ausência de alguém, a bens materiais…
  3. 3.       Identifica o que se ganhou – sempre que há uma perda, há um lado positivo dessa perda, que acaba por ser menosprezado, por estarmos demasiadamente envolvidos.

Num segundo momento é benéfico objetivar a mudança que se pretende. Usualmente em consultório o que se verifica é que as pessoas estão tão envolvidas na sua dor que têm muita dificuldade em conseguir ser objetivas quando se tratam de mudanças de comportamento.

Para tal há algumas dicas que podem facilitar este processo como:

– Tente recolher o máximo de informação sobre a nova situação ou condição (a que está ou aquela em que gostaria de estar);

– Verifique a disponibilidade de recursos (internos/externos) e/ou serviços, para que consiga ver se efetivamente há condições para mudar. Por vezes confrontamo-nos que não temos motivação, e é importante tentar entender porquê;

– Quais são as influências externas e internas que esta mudança vai ter nas nossas vidas?

– Faça uma lista das consequências positivas e negativas que a adoção do novo comportamento vai ter na sua vida.

Como diria a Clarice Lispector “Dê os seus sapatos velhos…veja o mundo de outras perspetivas…”.