Psicóloga do Mundo, Maria Palha, vai ser uma das oradoras desta edição do “Launch me”, na Universidade de Economia do Porto, 4 de Abril, 2014
No próximo dia 4 de Abril decorre na Faculdade de Economia da Universidade do Porto a sexta edição do “Launch Me”.
As conferências pretendem encorajar jovens a “levantar voo”.
Os oradores são pessoas que vêem partilhar experiências ligadas a este processo e procuram inspirar para futuros voos.
A edição deste ano conta com a colaboração de Maria Palha, que vai falar sobre a forma como o contacto com o mundo transformou a sua visão da saúde mental, e como esta transformou as vidas de diferentes populações.
O tema é “Globaliza-te”, esta sexta as 18h, na Universidade de Economia do Porto.
Artigo sobre a forma como trabalho a Saúde Mental no Mundo e em Portugal, em programas de Impacto Social ” Maria Palha é Médica Sem fronteiras”, no Jornal Vida Ribatejana, Março 2014
Esta semana está nas bancas mais um artigo sobre a forma como trabalho a saúde mental, dando apoio psicológico em consultório e definindo projectos de impacto social, como é o caso do actual projecto “unidade de cuidados Intensivos de Felicidade” em Lisboa e no mundo, em missões Humanitárias, como no caso da próxima missão humanitária, no Sudão do Sul (implementando o programa de saúde mental num campo de refugiados) ou em Kieve, integrando a saúde mental no recente programa médico, na cidade.
Ted Talk – TedXOporto 2014
Dia 8 de Março fui oradora em mais uma edição da TedXOporto.
Foi sem dúvida um privilegio fazer parte de um grupo de oradores tão inspiradores.
O painel em que me integrei tinha como titulo “Visceralidades”.
Falei sobre e minha experiência em Saúde Mental no contexto de Crise e Mudança.
Para os mais curiosos, aqui fica um pouco da Talk, até que Link seja publicado.
“Estavamos muito próximos da linha da frente e por isso ouviam-se constantemente e fortes bombardeamentos. Num dos bombardeamentos, eu abraço-me ao meu tradutor e nesse momento, reparo que o grupo coemça a rir e pergunta-me“ que raio faço eu ali se tenho medo?!” vejo que é o momento certo para lhes explicar que perante bombardeamentos o medo é uma resposta normal/adequada, recear pela vida, e que quando isto já não acontece, podemos estar perante uma reação mais desajustada.
Passo para a promoção de saúde e impacto da desumanização da guerra ao nível da saúde mental (reações normais e patológicas)…
“Sei que 10 chás depois, uma a uma as mulheres começam a vir falar-me de queda de cabelo e receio de ficarem carecas. Como em qualquer situação de crise, a tendência é o isolamento e este, talvez uma das bases de patologização. Cada uma destas mulheres vive intensamente o medo de ficar careca, sem saber que a sua amiga, irmã, vizinha também o vive, isolando-se, e tambem sem saber que aquela é uma reacção psicossomática do seu corpo, á exposição prolongada de stress. Era urgente unir estas mulheres, e por isso, combinamos no chá seguinte, que o tema seriam reações deste género, então na sessão seguinte, cheguei e disse, “em situações de guerras/crises é normal que o corpo da mulher se reajuste á exposição longa a bombardeamentos. Muitas mulheres perdem cabelo. Alguma de vos sente que pode estar a ficar careca? 40 olhinhos assenaram.
Era então altura para falar de algumas estratégias para reduzir estes sintomas.
Como as burcas e os cabelos estavam na ordem dos nosso dias…”
Seminário sobre a Intervenção na Crise e Saúde Mental
Hoje, dia 24 de fevereiro, a saúde mental esteve mais uma vez na ordem do dia.
Integrado na Amadora Resiliente, a ECRE (uma associação em sem fins lucrativos) tomou a iniciativa de convidar vários especialistas da área da saúde mental e intervenção da crise (da protecção civil ao responsável pela saúde mental em situações de emergência) a juntarem-se para debaterem estratégias de acção e implementação neste tipo de cenários (catástrofes ou crises) de modo a conseguir-mos estar preparados caso algo aconteça.
Eu fui uma das oradoras e fui falar da implementação de um programa de saúde mental no terramoto do Irão, de modo a poder contribuir com a componente prática deste seminário.
Da formação de guardiãos de saúde, para a necessidade de um sistema de referencia da comunidade para o sistema nacional de saúde, foram alguns dos pontos focados.
Foi sem dúvida um previlégio estar presente numa iniciativa arrojada que juntou cerca de 50 pessoas numa manha solarenga, na Amadora.
